Blog: uma ferramenta de marketing fundamental para empreendedores

O blog é tratado por muitos como uma solução para todos os males do micro e pequeno empreendedor. Pode não ser a solução para todos os males, mas para pelo menos quase todos os males em relação a marketing acessível às pequenas empresas.

Baixo custo, de fácil utilização, permite atualizações constantes e, dependendo do formato utilizado, aceita uma boa quantidade de widgets (buscar, últimos posts seus no Twitter, blogs recomendados, blogs e sites parceiros, integração com várias ferramentas sociais (Digg, Facebook, Technorati, etc).

Confesso que não tenho uma grande participação online (criação e manutenção de fortes relacionamentos online). Apenas razoável. Mas isso não me impede de ter feito coisas que deram certo e de ver coisas que outros fizeram com resultados positivos.

Uma boa ação é pesquisar blogs que você julgue de qualidade e que tenham relação com o conteúdo de seu blog. Depois disso, pince alguns artigos interessantes sobre os quais você possa falar mais, acrescentando exemplos, cases ou seu próprio conhecimento. A seguir, link o seu post com o post no qual você se baseou para escrever.

Depois disso, entre em contato com o blogueiro e avise sobre o link. Isso permitirá que seu blog seja conhecido por outros blogueiros e você possa construir um relacionamento. Quem sabe vocês passem a indicar o blog um do outro no "blog roll" (blogs recomendados)? Acho que esse tipo de ação tem um velho nome: "se enturmar junto aos bons"!

Outra técnica é comentar nos blogs relativos ao seu. Se você for colocar um link para o seu blog, cuidado: apenas coloque um link direcionado a um post (do seu blog) que realmente tenha relação com o assunto tratado no blog em que você está deixando um comentário.

Além disso, certifique-se de que seu comentário seja relevante e contribua para o enriquecimento do assunto tratado no post. Não há nada mais deselegante do que chegar no blog dos outros e falar direto: "saiba mais sobre esse assunto no endereço XYZ" ...

Você também pode pedir para republicar posts de outros blogs em seu blog. Além de contribuir para o enriquecimento de conhecimento de seus leitores, você ainda pode construir relacionamentos e futuras parcerias com blogueiros.

O importante é entender que na nova economia 2.0, quanto mais você ajudar, mais será ajudado. O importante é construir sua marca e servir de referência para o público-alvo.

Na realidade, como existe muita gente online (!), mais importante é você ser uma das referências para seu público-alvo. Ou seja, esteja junto dos bons e deixe os bons virem para junto de você.
Conteúdo sempre será estratégico

Veja o exemplo da Pigmentum, uma agência especializada em comunicação visual. Em matéria na revista Meu Próprio Negócio, de julho de 2009 (nº77), intitulada "Atenção ao Conteúdo", Silvia Caleiro (proprietária) diz que a home page se tornou referência e é freqüentemente citada por pessoas com fonte de escolha.

Acredito que além de clientes atuais e potenciais, o site tenha se tornado referência para vários fornecedores de matéria prima para agências. Assim, eles vão ao site e vêem o que está sendo produzido pela Pigmentum para se basear no que podem oferecer de produtos para outras agências similares.

Atualização

A Pigmentum (www.pigmentum.com.br) reformulou o seu site e colocou uma ferramenta de inserção de conteúdo que lhe permite colocar 20 vezes mais imagens no ar. Como a Comunicação visual é a matéria prima da empresa, além de que as imagens corretas (e não qualquer uma) aumentam a absorção do conteúdo por parte dos internautas, a Pigmentum viu seus acessos aumentarem rapidamente.

Outro fato importante obtido com a capacidade de atualização constante, é que a agência consegue colocar no ar informações sobre os itens disponíveis e sua aplicação (por exemplo: a foto de um material de comunicação para pontos de venda aplicado em um cliente seu.

P.S.zão (!):

Tudo o que falei nesse post está levando em consideração que você é capaz de gerar conteúdo realmente original e relevante para seu público-alvo. Sem isso, não se conseguirá que outros blogueiros de qualidade indiquem o seu blog.

Um futuro sem água: oportunidade para novos produtos e serviços

Foto:Limpauto

Parece que não há dúvidas de que a água potável vai ficar cada vez mais escassa.

Outra tendência é o surgimento de negócios que antes eram dependentes d’água,
e agora estão remodelados. Um exemplo disso é a lavagem de carros a seco.

Visitando um supermercado 24 horas, tive a oportunidade de conhecer o sistema LIMPAUTO.

Veja o sistema, segundo o próprio blog (Unidade-RJ):

“A fórmula do produto LIMPAUTO adere à sujeira e instantaneamente a pintura do carro é destacada, com a passagem do primeiro pano de 100% algodão, ao mesmo
tempo absorve o líquido e a sujeira em suspensão.

Com a utilização do segundo pano de microfibra, você já vê o brilho por causa da ação das ceras nobres contidas no produto, deixando a superfície limpa e encerada.Além de
repelente à água e a sujeira, protege contra maresia e raios UV e deixa o veículo limpo por mais tempo.

LIMPAUTO não risca a pintura, não é inflamável, não tem cor e não é corrosivo.

É UM SALÃO DE CABELEREIRO PRO SEU CARRO!”


Não só o sistema é interessante como a apresentação também foi bem pensada. As bicicletas chamam a atenção das pessoas que passam. Veja as fotos:

Foto: Comunicar & Vencer




Foto: Comunicar & Vencer

Chamo isso de marketing embutido no produto, ou seja, o produto/serviço foi pensado não só em sua forma técnica, como também a comunicação foi pensada enquanto produto. Assim, existem as bicicletas que transportam os produtos e equipamentos de limpeza e, outras, que são mini outdoors ambulantes do serviço de limpeza.

Outro detalhe importante: a criação de um slogan que descreva rápida e facilmente o conceito do produto/serviço.

Nesse caso, o slogan “Limpauto: Embelezamento automotivo” diz ao que veio: mais que limpar, a palavra embelezamento transmite a idéia de “salão de estética para seu carro”.

O conceito do negócio é complementado com outra passagem do blog:


“Otimize seu tempo, dê um brilho no seu carro enquanto
faz suas compras!!! CONFIRA!!!!”

Benefícios ao consumidor

O benefício pode ser encontrado na resposta a seguinte pergunta: “O que eu ganho usando os serviços da Limpauto?”

É importante conhecer os benefícios de seu produto a fundo. Para tanto, faça um levantamento junto a seus clientes atuais e pessoas/empresas que estejam dentro do perfil de seu público-alvo. As perguntas devem incluir:

- por que você compra o produto/serviço x?
- como você compra?
- quando você compra?
- quais outras vantagens você vê nesse produto/serviço quando comparado aos concorrentes?

Todo produto/serviço deve ter um benefício ao consumidor bem destacado (que nesse caso é o “embelezamento automotivo), além de outros secundários.

Veja um bom exemplo de benefício secundário postado no blog da empresa:

“MODERNA LAVAGEM DE AUTOMÓVEIS

Lavagem a seco protege carros por mais tempo.

Mesmo com o aumento das chuvas, carros podem ficar limpos e bonitos.”


Será que um blog pode ajudar a LIMPAUTO?

Como não entrei ainda em contato com o pessoal da Limpauto, acredito que ela é uma franqueadora. De qualquer forma, estou tratando da Limpauto Rio, cujo blog é http://limpautorio.blogspot.com/. Aliás, blog esse seguindo os bons preceitos do marketing. O blog tem:

- Perguntas freqüentes (FAQs): 4 perguntinhas mais freqüentes respondidas

- Dicas para o motorista como:

  • Pesquisa álcool ou gasolina?
  • Dicas para a compra de seu carro.
  • Truques de limpeza como, por exemplo: “Como tirar resíduos por adesivos colados na lataria”.
  • Dicas de direção defensiva e do código de trânsito.
  • Fotos do serviço e do local de realização do serviço (ajuda a diminuir o grau de incerteza quanto ao produto/serviço).


  • Foto aérea do Google Earth

A Limpauto Rio, ainda, executa ações socioambientais apoiando o Verde Futebol Club (clube da região).

“Lição de casa” feita!

Por fim, conseguiu que clientes comentassem em seu blog. Se foram espontâneos, realmente não sei. Mas de qualquer forma é válido estimular clientes satisfeitos a postarem em seu blog.

Não vejo problema algum em dar descontos para que clientes comentem em seu blog. Acho, inclusive, uma ação de marketing interessante e sincera, porque ninguém é idiota de fazer um comentário positivo em troca de um desconto por um produto/serviço que não tenha atendido as suas expectativas.

Os comentários:

“Olha, estive no Extra 24hs e lavei meu carro na Limpauto e realmente o brilho é totalmente diferente! Inclusive a cristalização dos vidros! Parabéns pelo trabalho e pela preservação do meio ambiente. Todas as empresas deveriam pensar desta forma. Abraços, Gustavo Henrique.”

E outro:

“Muuuuuuuuuuuuito interessante vcs colocarem vários ícones [ela quis dizer sobre as várias dicas para motoristas] para tirar dúvidas não só pelo trabalho de vcs, mas do carro em geral. Eu como mulher não entendo nada de carro! rsrs. Passarei este blog para meus amigos.Beijos, Roseli.”

DADOS PARA CONTATO COM A EMPRESA (não estou recomendando porque não testei o serviço: mas vale a pena conferir):

LIMPAUTO - Moderna Lavagem de Automóveis à seco.
ENDEREÇO: Av. das Américas, 1510 - Barra da Tijuca – Rio
ORKUT: LIMPAUTO
Email: limpautorio@bol.com.br

BONUS: Mais uma idéia de negócio ligado a economia da água: mangueira com relógio medidor de água gasta:

http://blog.eco4planet.com/2009/08/mangueira-com-medidor-de-consumo-pra-voce-que-empurra-folha-com-agua/#more-2308

Consultoria: O pequeno empreendedor preciso mesmo disso?

Posso dizer que a contratação de um consultor pode ajudar, principalmente, ao pequeno empreendedor a pensar e estruturar seu negócio.

Participando de uma discussão na comunidade da Revista Exame PME (
http://revistapme.ning.com/forum/topics/contratar-um-consultor-pros-e), pude coletar importantes informações acerca de fatores que interferem na contratação de consultorias e na efetividade dos serviços desses profissionais.

Dentro de minha experiência, posso dizer que concordo com todas as colocações feitas na discussão. Se me permitem comentá-las fazendo um resumo de tudo o que foi colocado, aí vai:

- Concordo com a Ana Maria e digo: a pequena empresa tem pouca verba disponível e, se contrata um consultor, muitas vezes não vai ter capital para implementar os programas e alterações sugeridos. Por isso, é fundamental que o consultor seja extremamente criativo e com experiência para desenhar e implementar um programa de baixíssimo custo para o empreendedor.

- Gostei muito também do comentário do André Bruno: "O grande desafio da consultoria feita junto a MPEs, está na cabeça do empresário”. Ou seja: ele vai aceitar mudar? Ele vai ter humildade suficiente para admitir novas idéias?

- Rafael: "Consultoria é sinônimo de problema na empresa". Os pequenos só admitem – isso quando admitem - a contratação de um consultor quando estão perto do desespero. Não sei se é um problema específico do pequeno empreendedor ou da cultura brasileira...

- Dermeval: O empreendedor "contrata para fazer 20% dos 100% que você falou, ou tentou vender para ele". Ele vai tentar enxugar ao máximo os custos da contratação do consultor e ficar de olho nos resultados de curtíssimo prazo. Ora, sabemos que mudanças estratégicas, caso adequadas, bem implementadas e executadas, levam um certo período de tempo para apresentar resultados.

- Marcos Campelo: Utilização de "conceitos oriundos de teorias americanas, que não se aplicam às necessidades de pequenos empreendedores". São realmente teorias, programas e ferramentas que, além de não serem adequadas para o nosso país, muitas vezes são funcionais apenas em grandes empresas, que contam com uma estrutura e recursos para suportá-las.

- Por fim, gostaria de acrescentar que um programa de consultoria deve ser feito sob medida para cada caso, ou seja, para cada tipo de empreendedor, de segmento de negócios, de praça, de tipo de produto/serviço, etc.

Para me adicionar na comunidade da Revista Exame PME: http://revistapme.ning.com/profile/AlvaroNassaralla
.

Para registrar-se e participar da comunidade: http://revistapme.ning.com/.

Não proponha: Venda! (continuação ...)

Continuando o post anterior (http://comunicarevencer.blogspot.com/2009/08/uma-proposta-argh-como-odeio-esse-nome.html):


6. Prendendo a atenção

- Acabamento: Limpe tudo o que pode desviar a atenção do leitor. As pessoas não querem fazer força para ler, elas querem absorver naturalmente um conteúdo.
  • Corte palavras e frases irrelevantes ou que abram espaço para a necessidade de mais quantidade de texto (para explicar um novo detalhe).

- A estruturação do conteúdo é fundamental para a facilidade de absorção do leitor:

  • Ordene o seu conteúdo em escadas, ou seja, entregue as informações de modo seqüencial e em doses, e não tudo de uma vez como que em avalanches de informação;
  • Hierarquia: o que mais interessa primeiro e assim por diante;
  • Separe o conteúdo em duas grandes partes: o que é importante, formando o corpo principal da mensagem; o que é complementar, em caixas claramente separadas do corpo principal.

- Além do tamanho e tipo de fonte, pense no espaçamento entre linhas. Ele pode determinar a velocidade de leitura: a velocidade que o olho corre o texto de linha em linha, descansando o leitor.

- Outros elementos que podem parecer detalhes - mas que ajudam a descansar o leitor - são barras e hífens separando pequenas orações explicativas como, por exemplo, essa própria frase!

  • A pontuação também deve ajudar o texto a respirar: o dois pontos é um exemplo clássico disso.

- Outra técnica importante para descansar o leitor é quebrar a informação em parágrafos pequenos. Parágrafos grandes exigem maior concentração, já que é mais fácil nos perdermos no meio dele e ter de ficar procurando onde estávamos.

  • Você também pode dividir o texto em subseções com subtítulos, anunciando qual assunto o próximo bloco vai tratar.
  • Se a proposta for feita para meio eletrônico, uma idéia interessante é criar uma sidebar para que o leitor possa trocar de seção, com apenas um clique, assim que desejar.

- Usar cores no texto é uma arte: saber que palavras ou sentenças ressaltar com vermelho ou azul, marcar sentenças ou parágrafos com uma faixa amarela (a maneira daquelas canetas luminosas).

  • Se utilizada de maneira correta, essa técnica pode atrair e direcionar o leitor que está apenas “passando uma vista” para trechos-chaves da sua mensagem. A cor deve ser usada de maneira parcimoniosa, caso contrário, ela pode deixar de trabalhar a seu favor.

Se você reconhece que pequenos detalhes podem fazer toda a diferença para persuadir e fechar vendas, então aí estão boas dicas para começar!

Não proponha: Venda! (Apresentações vendedoras)


Uma proposta (argh! como odeio esse nome) de venda deve ser prioritariamente fácil de ler: sem nenhum tipo de barreira ou bloqueio, estabelecendo um fluxo natural de leitura.

Se você se preocupa com a facilidade de leitura, esse já é um bom primeiro passo.
Mas para transformar uma proposta de venda em uma proposta vendedora, um novo patamar deve ser alçado. É a hora de transmitir idéias e emoções através da conjunção entre texto + imagens + layout de página.

1. Planejamento

Quem é seu público-alvo?

Qual tipo de mensagem (argumento, estilo, divisão dos conteúdos, design) é adequando para esse público-alvo?

Como posso realizar essa mensagem, diferenciando-me da concorrência?

2. Texto

Usar as palavras certas é uma arte. Usar as palavras certas, formando sentenças certeiras e simples de entender é o resultado de anos fazendo esse tipo de texto.

Encontrar a sintonia fina entre os blocos de texto que prendam a atenção do leitor ao mesmo tempo em que lhe incita a querer sempre mais do texto, isso sim, é o supra-sumo da apresentação vendedora.

A dica é pesquisar e incluir as palavras-chaves que o seu público-alvo utiliza e valoriza quanto ao estilo de vida e experiências que ele tem ao comprar e utilizar esse tipo de produto/serviço.
3. Combinação palavras-imagens

As palavras certas entrecortadas por imagens que reforçam o texto e que têm apelo vão despertar o significado na mente do receptor e, por conseguinte, a visualização de que “isso vai resolver os meus problemas"!

A dica é fazer esse encadeamento entre texto e imagens como o faz uma boa contadora de estórias para crianças. Essas imagens podem ser fotos expressivas, ilustrações, gráficos, tabelas, caixa de texto em tópicos, etc.

4. Combine as cores, o tipo de fonte, e o layout que sejam coerentes com o seu tipo de negócio, com os seus valores e, tudo isso, ao mesmo tempo em que diferenciem sua empresa da concorrência.

5. Projetar uma imagem consistente passa a ser quase que uma conseqüência de um projeto de apresentação bem planejado e executado.

NO PRÓXIMO POST:
6. Prendendo a atenção ...

Como ser relevante no Twitter e como medir sua relevância

O Twitter é uma ferramenta estratégica para que as pequenas empresas e os profissionais que trabalham por conta própria possam interagir com seus públicos-alvo.

Por isso mesmo, os pequenos têm de ser relevante para seus followers (seguidores) e ainda saber o quanto relevante estão sendo para manter os seguidores atuais e aumentar sua rede de influência a novos seguidores.

Seguem dicas para que você tenha uma comunicação eficiente no Twitter:

- ponto fundamental: seja relevante para as outras pessoas – é impossível agradar a todos. Conheça seus seguidores e seja relevante;

- divida estórias suas e de outras pessoas;

- divida links, fotos e vídeos;

- dê idéias;

- interaja ouvindo;

- responda perguntas;

- faça perguntas;

- entregue recursos: softwares, grupos de discussão, outros blogs, bibliografia, etc;

- entregue soluções;

- promova os outros (parceiros, clientes, fornecedores, novos contatos);

- se você responder a alguma solicitação de ajuda, peça autorização a pessoa e envie o llink do texto para seus contatos: isso pode ajudar outra pessoa com o mesmo tipo de problema.


Medindo sua eficiência no Twitter


Uma ferramenta para analisar o seu índice de relevância no Twitter é o Twitalyzer (http://www.twitalyzer.com/).

Sem necessitar de inscrição, você digita o seu username no Twitter (ex: @nassaralla) – ou o de outra pessoa que você queira analisar (Ex: @fulano) – e vê as porcentagens de cinco itens de análise:

- Influence

Mede a sua influência no Twitter baseado em uma espécie de rateio entre 5 fatores, segundo o próprio Twitalyzer:

  • Seu relativo alcance no Twitter, medido pelo número de followers (seguidores) que você tem.
  • Sua relativa autoridade, medida pelo número de vezes que você é Retwitado (RT).
  • Sua relativa generosidade, medido pelo número de vezes que você retwita alguém.
  • Seu relativo “cloud”, medido pelo número de vezes que você é referenciado pelos outros.
  • Sua relativa velocidade, medido pelo número de updates que você publica num período de 7 dias.

- Signal-to-noise ratio (‘Média de barulho’)

Segundo o próprio Twitalyzer, eles observaram que “as pessoas tendem a gravitar entre desconhecidos que estão passando uma informação. Nossa relação signal-to-noise é uma medida da tendência a que as pessoas passem o seu tweet à frente".
O "signal", segundo o próprio site Twitalyzer, é calculado em cima de algum update que inclua pelo menos um dos itens abaixo:

  • referência a outras pessoas (definido pelo uso de "@fulano" seguido de texto);
  • Links para URLs que você possa visitar (definido pelo uso de "http://" seguido de texto);
  • Hashtags (palavras-chaves de assuntos) que você pode explorar e participar (definido pelo uso de "#assunto em questão" seguido de texto);
  • Retweets de outras pessoas, passando informações em frente (definido pelo uso de "RT", "r/t/", "retweet" ou "via").
O resultado do signal-to-noise é:




- Generosity

É a tendência de que você ou a pessoa analisada no Twitalyzer esteja propensa Retwitar (RT) mensagens de outras pessoas. É calculado pela média de RT que a pessoa faz entre todos os seus tweets. Ou seja:






Quanto mais você RT, maior será o seu índice de generosidade.

- Velocity

É a taxa da velocidade entre os updates que você faz. Ou seja, quanto mais espaçadas as suas participações, menor a taxa de velocidade.
Mas cuidado para não postar assuntos sem relevância para seu público-alvo. Seja relevante para seus seguidores, caso contrário, eles vão te abandonar.
Como o próprio Twitalizer diz, “se você enviar muitos tweets irrelevantes, seu índice de velocidade irá aumentar, mas seu signal-to-noise vai cair”.

- Cloud

É composto pelo número de referências feitas a você (Ex: outras pessoas citando @nassaralla em seus tweets) dividido pelo número total de referências possíveis.
O Cloud ainda é um dos componentes de medida de cálculo para o primeiro dos índices do Twitalizer que é o
Influence.
Lembre-se: faça e meça!
Como um profissional que trabalhou anos como funcionário, agora que abriu sua própria empresa pode fazer uma apresentação/portfólio de serviços, se a sua agência é iniciante e ainda não tem trabalhos próprios?

É exatamente esse o caso de José Luis Damasceno. Ele é um profissional da área de marketing promocional e eventos, tendo atuado por 5 anos no setor, atendendo a diversos tipos clientes.

Fundada há cerca de dois meses, a IV8 Marketing e Eventos (http://www.iv8mkt.com.br/) iniciou suas atividades com uma estrutura enxuta, o que a meu ver é algo extremamente sadio.

Como o José Luis é um profissional de marketing, e sabe a importância do planejamento para o sucesso de um negócio, projetou minuciosamente o seu negócio, inclusive o significado do nome.

Surge a pergunta:

_ Como captar clientes, demonstrando credibilidade, já que é uma empresa iniciante e ainda sem serviços assinados? Em outras palavras, é ético apresentar como exemplos a execução de projetos assinados por outras empresas em que trabalhei, mesmo eu sendo o principal gestor das idéias?

Pela minha experiência com vários clientes e propriamente a minha, não vejo nenhum problema em incluir trabalhos anteriores realizados em outras empresas, contanto que se ressalte o nome da empresa executora, e qual foi a sua responsabilidade no projeto: gestor, colaborador, criação, etc.

1) Gerando credibilidade nos seus serviços
- Para a apresentação de vendas, como a empresa iniciante ainda não tem um portfólio próprio, recomendo que se crie uma página “quem sou”, histórico e trabalhos anteriores (com o nome da empresa em que foi realizado).

- Mais que ninguém, um profissional da área de marketing sabe a importância de ter um cartão de visitas criativo e profissional. Pode ser uma espécie de CD Card (CD ROM no formato de cartão de visitas, onde vai digitalizada a sua apresentação de vendas e proposta).

- Tenha folders objetivos para entregar em mãos.

- Tenha em mente uma rápida sentença de diferenciação dos seus serviços, ou seja: _ "Se eu for um cliente potencial seu, porque devo fazer minha próxima campanha contigo"?

2) Reforçar a credibilidade nos seus serviços
a- Coloque fotos suas e de seus sócios (se tiver): insira uma mini-bio que humanize a apresentação.

b- Coloque resultados que seus clientes conseguiram; ex: aumento em vendas, aumento em recall, melhora no ranking de vendas dentro do segmento deles, etc.
c- Se tiver parceiros, inclua-os na sua apresentação e pegue um testemunhal deles a respeito de você; Ex: gráficas, bureaus, fornecedores de materiais promocionais, designers, etc, com quem você já encomendou serviços.

d- Se possível, consiga o testemunhal de antigos clientes e até empregadores falando sobre você.

e - Apóie uma causa social ou ambiental – Importante: esse apoio tem de ser de coração porque se soar falso é melhor nem fazer. Por exemplo: Mesmo sendo diretor de marketing do Instituto Lagoa Viva (www.pactoderesgateambiental.org), apoio outras ONGs como o SOS Animais (http://www.sosanimais.org.br/) e a PEA (http://www.pea.org.br/).

3) Uma apresentação que possa demonstrar para o cliente o potencial a capacidade da minha empresa.
- Você precisa ter um forte diferencial. Como é uma pequena empresa, utilize os argumentos:
a- maior personalização do atendimento,
b- “trabalho contigo até que você esteja totalmente satisfeito” (mas tome cuidado criando métricas que mostrem ao cliente que você atingiu tudo que se propôs a fazer),

c- outro diferencial que você tenha.


4) Importante: Se o seu caso é que você está deixando uma empresa média ou grande para abrir o seu negócio, não se sinta inseguro por agora estar sozinho. Os projetos que você já fez e liderou fazem parte de sua história profissional.

Eles demonstram do que você é capaz!

Marketing de Guerrilha para ONGs iniciantes



A intuição do empreendedor, pesquisada em muitos estudos acadêmicos, é uma coisa de se espantar. Veja como uma ONG, sem saber o que é marketing de guerrilha, realiza várias vezes uma ação efetiva e que traz resultados práticas, muito além subjetiva da construção de marca.

Apelidado carinhosamente de Arca de Noé, o Babybug funciona como uma ferramenta de marketing de guerrilha da ONG SOS Animais (http://www.sosanimais.org.br/).


A ONG luta para divulgar os direitos dos animais, respeitá-los, criar ferramentas de proteção contra a sua extinção, contra abusos e maus tratos, o seu presidente, Vieira da Costa, não conta com apoiadores o que o impossibilita de estender seu raio de atuação.

De qualquer forma, conheci o Vieira passeando na orla com seu Babybug numa noite de sexta-feira. Quando passei por ele, tive de gesticular para que o Vieira encostasse, já que o veículo também tem sistema de sonorização e estava “rolando” uma disco music bem alta! Campeão!

Se não fosse por essa ação de guerrilha, não o teria conhecido e convidado para palestrar no nosso evento (Instituto Ecológico Lagoa Vivahttp://www.pactoderesgateambiental.org/) do Dia Mundial do Meio Ambiente (05/junho).

Fechamos parceria e em todos os nossos eventos a SOS Animais está convidada para palestrar e ‘pegar uma carona’ na nossa divulgação. Sou defensor dos animais e é o mínimo que posso fazer. Além disso, o Vieira fechou parceria com outra ONG presente no evento para poder crescer o seu trabalho em defesa dos animais.

Voltando ao Marketing de guerrilha, veja um exemplo similar ao da SOS realizado em Londres pela Vodafone: um carro mobília!

Mais detalhes da ação da Vodafone no blog Brechas Mirabolantes: (http://pegueaquisuaideia.blogspot.com/2009/08/ambiente-guerrilha-da-vodafone-em.html).

Seja útil e deixe os outros também serem!


"Interessando-nos pelos outros, coneguimos fazer
mais amigos em dois meses do que em dois
anos a tentar que eles se interessem por nós".
(Dale Carnegie)

Talvez eu possa dizer que essa frase é uma máxima do marketing pessoal. Mais que isso, em tempos de explosão dos sites sociais, essa frase funciona como uma regra: quem realmente se interessa pelo sucesso do seu semelhante terá sucesso!

No entanto, nada é tão simples assim. Sair ajudando a esmo a todos os que você encontra na rede infinita da internet pode ser de um valioso samaritanismo espiritual. No entanto, para que também alcancemos resultados práticos a nosso favor, precisamos de um mínimo de foco.

E o foco está justamente em formar ou fazer parte de uma rede cooperativa, uma rede que não seja fechada, com início e fim, onde todos se conheçam, e que seja de difícil adesão de novos participantes.
De outra forma, fazer parte de uma rede onde elo seja construído através de uma afinidade contextual: em português claro, uma comunidade de interesses específicos, onde todos se estejam relacionados por um assunto-chave: música, livros, micro e pequenas empresas, marketing, administração, etc, etc, etc.

Portal Administradores

Em administração, um bom exemplo é o portal Administradores (www.administradores.com.br). Além das notícias e artigos do site, cada membro da comunidade pode postar seus próprios artigos e tem uma espécie de blog interno onde também pode postar para que a comunidade toda veja.

Ainda existem várias comunidades fundadas pelos usuários, como por exemplo, a mais numerosa com mais de 2.000 participantes, Administração (http://www.administradores.com.br/comunidades/administracao/11/), onde temas podem ser debatidos. Já são milhares de usuários cadastrados.

Para me adicionar aos seus contatos no Administradores: http://www.administradores.com.br/alnasr


Faça e deixe fazer

Outro aspecto positivo é participar de sites que tenham algo para ser feito, ou seja, que permitam e incentivem os participantes a construírem-na constantemente, como é o caso da Amazon. Veja o que você pode fazer no site:

- fazer reviews de livros,
- escrever comentários,
- construir wikis,
- e várias outras coisas em torno dos produtos que você adora.


Uma idéia

Se você é produtor de orgânicos, por exemplo, as compras compartilhadas entre os consumidores estão em crescimento e favorecem aos pequenos produtores conseguirem distribuir seus produtos por um preço aceitável.


Então, construa uma comunidade, talvez até em torno do seu blog, conseguindo seguidores (o Blogger permite que você adicione o gadget de seguidores no seu blog), e coloque um espaço para que os participantes:

- postem receitas,
- procurem por outros participantes que queiram fazer compras compartilhadas,
- inclua uma seção de artesanato feito de produtos reciclados (o que trará mais adeptos já que são atividades relacionadas, e por aí vai!

Sinceramente, não consegui tempo ainda para trabalhar essa ferramenta Seguidores. Você tem de tornar seu blog/site uma ferramenta muito ativa e estimular as pessoas a se incluírem.

Se você não tem tempo, vale a pena ter uma pessoa ou, se possível contratar um funcionário que tenha habilidade editoriais) que seja responsável por isso.

Inserindo aplicativos

Outro exemplo são sites como o Facebook (
www.facebook.com) onde as pessoas podem:

- inserir uma série de aplicativos, enriquecendo cada vez mais sua página com utilidades,
- ver o perfil de outras pessoas,
- ou participar de vários grupos de discussão.

O importante é existir algo para fazer em torno o site/blog/comunidade.

Para fazer uma comunidade dar certo, o livro Comunidade Virtuais (Jayme Teixeira Filho / Ed. Senac) é um bom passo a passo:
(http://books.google.com.br/books/p/senac?id=ObBBALZ1KCsC&pg=PA138&dq=comunidade&hl=pt-br&ie=ISO-8859-1#v=onepage&q=comunidade&f=false).

Seja útil e deixe os outros também serem!

P.S.: Vou ficar devendo o endereço de um site que permite ao internauta criar uma comunidade (a maneira do Orkut, etc) em seu próprio blog ou site. Vou procurar onde está esse endereço e postar. Portanto, fique de olho!

A pergunta é: os pequenos empresários e os empreendedores podem dar-se ao luxo de concentrarem-se em visão, estratégia e relacionamento?
Ou isso é exclusividade dos grandes que não precisam 'matar um leão por dia' para continuar sobrevivendo na selva dos negócios?

Deixo a resposta para Wagner José dos Santos, que postou uma frase que gostei muito no blog da HSM Management (
http://br.hsmglobal.com/notas/53707-lançar-um-produto-inteligente-leva-tempo):

"O risco é inerente ao espírito empreendedor que sabe focar bem as estratégias do produto que proporcionará uma resposta positiva do mercado".
Ser empreendedor em uma grande empresa, na maioria das vezes, é mais fácil do que em uma pequena empresa, com menos recursos físicos, financeiros, tecnológicos e, principalmente, humanos.

E humanos não somente em relação à quantidade de pessoas, porém também em relação à qualidade. O empresário dificilmente contará com recursos para contratar os profissionais mais capacitados do mercado.

Por isso, o empreendedorismo é vital para que a pequena sobreviva em curto prazo no mercado. O pequeno empresário tem de abrir frentes estratégicas de uma maneira arrojada sem perder o foco de seu negócio, e sem extrapolar suas limitações (em termos de recursos) para realizar todas as idéias que lhe passam pela mente.

E esses são motivos bastantes para reafirmar a importância do pequeno em parar de só executar e passar a exercitar também o exercício de pensar estrategicamente o seu negócio.

Perguntas estratégicas básicas:
  • Qual é de fato o negócio em que estou?
  • Qual é o meu público-alvo? Tenho mais de um público-alvo? Vale a pena atender a todos eles?
  • Qual é a principal necessidade/desejo dos meus clientes que satisfaço?
  • Qual o meu principal diferencial e como ele é percebido e valorizado por meu público-alvo?
  • Quais os diferenciais dos meus principais concorrentes e como eles são percebidos pelos meus clientes e pelo meu público-alvo em geral?
Por fim, posso dizer que nem sempre essas são perguntas de fácil resposta. Por isso, deixo-as como um bom dever de casa para que os pequenos empresários passem a exercitar-se com regularidade.
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