Mostrando postagens com marcador era do nexo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador era do nexo. Mostrar todas as postagens

Síntese do profissional de comunicação na era do nexo


  • Sou um nexialista(*): descomplicador de caos! 
  • Qual é a minha essência criativa? 
  • Tudo é mídia (sociedade do espetáculo) 
  • Tudo é borda, princípio e fim interconectados de multi-pluri-hiper-exóticas disciplinaridades 
  • Vejo o conhecimento todo costurado em mosaicos fractais das emoções sinestésico-motora-espiritual 
  • O Photoshop é o Michelangelo brega do século 21 
  • Photoshopar é beijar os solavancos empurrados para frente, como o gato da Alice: se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve! 
  • O Photoshop faz o nexo, assim como o espetáculo faz a fragmentação 
  • O distúrbio da modernidade está contido nas paredes que cercam e molduram fragmentos desfragmentados 
  • Eu sou a ponte – o nexo – entre o desconexo e os fragmentos possíveis: energético-factuais 
  • Se sou a ponte – o nexo – sou também o fluxo: a ferramenta de fluxo filtrante e aviltante do novo e do que está por acontecer 
  • Tudo o que é o saber parametrado, diagnosticado, comunicado 

(*) Nexialismo: Termo criado por Walter Longo e Zé Luiz Tavares, e publicado no livro O marketing na era do nexo, Editora Best Seller 



Como o sol se põe em Bangladesh? 

Caótico. É assim que o sol se põe na capital de Bangladesh. Imagine milhares de pessoas se amontoando nas ruas com carros, carroças, táxis de empurradores, moto, bicicletas e toda a sorte de meio de transporte motorizado ou não!

Usei esse exemplo como uma metáfora para representar o nosso dia-a-dia hiper-comunicado do século 21. Os meios e veículos de comunicação não param de gerar informação e somos assolados por essa hecatombe desinformacional diária.

Meu cérebro convulso, apoplético e absolutamente mirabolantemente atormentado ainda não conseguiu sentir-compreender-amotinar uma saída razoável para o constante de contradições de uma era hiper-comunicada.

O brilhante livro O marketing na era do nexo¹, de Walter Longo e Zé Luis Tavares, traz essa incrível afirmativa: 
“Será que estamos mesmo conectados, ou somente transferindo impulsos desprovidos de sentido e conteúdo, demonstrando que estamos apenas alertas, que sua mensagem foi recebida com sucesso?”
Nós, produtores e consumidores de mídia, estamos convulsionando informações, vomitando o que não é possível digerir.

Assim, quando começo a formar um nexo sobre questões que preciso resolver criativamente, vem-me outra avalanche e me arrasta para outro lado e assim ad infinitum ...

Cultura da Convergência 

Um dos meus livros de cabeceira, Cultura da Convergência², de Henry Jenkins, que trata de toda essa revolução informacional a que estamos sendo expostos, analisa o sucesso dos realities shows, das estórias paralelas criadas pelos fãs de Guerra nas estrelas e Harry Potter, e como as pessoas se envolvem e criam conteúdo em torno desses sucessos de mídia, exponenciando a divulgação de forma viral.

Mas me permito discordar de Jenkins quando ele fala que (...)“As restrições de interatividade são tecnológicas. Em quase todos os casos, o que se pode fazer num ambiente interativo é determinado previamente pelo designer”.

As restrições à interatividade com conteúdos são humanas. Somos limitados e todos temos uma capacidade finita de acumular informações e conhecimento.

Por isso, ainda acredito que o pensamento estratégico é o que sempre ‘ganha corridas’. Longo e Tavares dizem: “(...) não tenha medo de ‘perder tempo pensando’. Na nova ordem econômica mundial que se aproxima, pior do que ficar para trás será acelerar sem nexo, no sentido errado”.

Qual o próximo passo: ou vai ficar menos complicado?

Basicamente, em termos de hiper-informação, dois questionamentos são fundamentais:

· Qual tipo de informação preciso para resolver meu problema?

· Onde encontrá-la (como encontrá-la e quais fontes são confiáveis)?

O site http://wiki.media-culture.org.au, uma espécie de enciclopédia wiki de novas mídias, fala com propriedade que “a convergência revolucionou e criou muitas novas tecnologias, mas nenhuma é tão visível quanto a telefonia móvel”.

Está ficando cada vez mais evidente que tudo caminha para os nossos aparelhos celulares. Julius Wiedemann³, na revista Wide (dirigida para os profissionais de comunicação e marketing), demonstra a força dos aparelhos celulares:

“O telefone celular é, segundo uma pesquisa da Nokia, uma das três coisas mais importantes que carregamos todos os dias, juntamente com as chaves de casa e dinheiro. Segundo a pesquisa, o telefone é que nos dá a sensação de segurança e de estarmos conectados ao mundo. Estamos com ele todos os dias e todas as horas... O futuro da internet está na mobilidade e numa recriação de como interagimos com conteúdo, com pessoas e com tudo o que está à nossa volta. 

Fiz um teste com alguns amigos e perguntei sem qual das três coisas eles, impreterivelmente, não sairiam para a rua: a resposta foi sempre o celular.

O que podemos fazer hoje com um aparelho de telefonia móvel e as possibilidades de agrupamento de novas tecnologias são incomensuráveis: o desaparecimento de cartões de débito/crédito e chaves substituídos pelo celular não estão longe de acontecer!
Tudo o que precisamos ter e saber vai estar em nossas mãos. Um jornalista da Wired (www.wired.com) disse: É claro que, após dez anos usando um telefone celular, o único número de telefone que me lembro é o meu e, mesmo assim, de uma forma meio nebulosa.

E você: até onde vai sem o seu celular?

Fontes bibliográficas 

¹ O marketing na era do nexo - Walter Longo e Zé Luis Tavares

(http://compare.buscape.com.br/prod_unico?idu=1857684328&estado=26&cidade=971&ordem=prec)

² Cultura da Convergência - Henry Jenkins

http://www.submarino.com.br/busca?q=Cultura+da+convergencia+Henry+Jenkins&dep=+&x=0&y=0

³ Julius Wiedemann – Os blocos pré-moldados e a democratização da informação – Revista Wide / jan-fev-2011 
top