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"As pessoas só sabem o que querem depois que você  mostra a elas".
Steve Jobs




Começar um blog é muito fácil. Agora torná-lo atraente e uma fonte de referência para os internautas é outra coisa.

Realidade: não existem botões mágicos geradores de tráfego, vendas e sucesso. Existe pensamento estratégico, trabalho e retrabalho.

A estratégia é dividida em táticas encadeadas de ação. No entanto, na prática elas não se encaixam como peças de Lego ou de um quebra-cabeças; elas precisam ser retrabalhados conforme as coisas vão acontecendo, e serem adaptadas a novos resultados e realidades que vão surgindo conforme vão sendo aplicadas.

Blogs e Empreendedores

Se você tem um blog e quer fazê-lo crescer, então você já é um empreendedor.

Seu blog é um produto, não importando se nele você promove vários serviços/produtos. O importante é que o blog seja encarado como um produto, com uma ‘embalagem’ adequada e tenha uma proposta focada.


Blog-produto

Quanto tempo você pode dedicar ao seu blog por dia? Se não pode diariamente, faça um plano de trabalho semanal.

Fazer o seu ‘blog-produto’, por mais modelos que pesquise na web, parte de dentro de você. Ele tem de ter uma autenticidade ou, em outras palavras, ser o blog de que as pessoas dizem:

- Esse é o blog que faz...
- Esse é o blog que ajuda a ...
- Esse é o blog que facilita ... ,

... e assim por diante,

Depois de feito esse exercício de conceituação do blog, você pode recheá-lo com conteúdo que preencha todos os assuntos relativos à proposta do blog.

(Estou preparando um post complementar a esse sobre Conceituação/construção de identidade de produtos, serviços, ONGs, carreiras, profissões, artistas)


Recheando o bolo

É evidente que para gerar conteúdo relevante você tem de investir tempo em escrever, pesquisar na web, acompanhar Twitter (se é que é possível!?) e Facebook, contactar pessoas por email para entrevistas ou coleta de informações, e por aí vai.

Empresas que abrem seu blog e simplesmente postam em formato de releases para a imprensa, em tom jornalístico, estão perdendo em interação e diferenciais.

Prover seu público-alvo com conteúdo que lhes dê oportunidades para comentarem, falarem de seus problemas, compartilharem soluções que deram certo, é um caminho que precisa de tempo e trabalho. Afinal, credibilidade exige construção.


Empreendedor e editor

Em tempos de web 2.0, o empreendedor tem de se desdobrar também como um editor, coletando informações e criando um sentido entre elas para seus públicos-alvos. O maior serviço hoje em dia, ou a maior geração de valor para seu público, é a formação de “nexo” entre várias fontes de informação.

Se você consegue sentir os desafios de seus públicos e construindo pontes nexiais, pontes de sentido e compreensão, já está um passo na frente de toda ou da maior parte da sua concorrência.

Quando você consegue compreender tendências e problemas que precisam ser resolvidos para seus clientes e mostra como seus produtos/serviços podem solucioná-los, através de um conteúdo atraente e de fácil absorção, está construindo credibilidade.

E a credibilidade é um grande passo para a construção de marca, vendas e lucratividade crescente.

Lojas comerciais abertas no lugar de outras que se fecharam

Acredito que uma das principais características de um bom profissional de marketing (e do empreendedor também) é a curiosidade.

Saber o que está acontecendo no mundo não apenas em termos de notícias, mas também em termos do motivo das coisas acontecerem, as causas de novos comportamentos sociais, quais tendências políticas, econômicas e sociais estão em vias de crescer e diminuir e porque, são elementos essenciais para a profissão do profissional de marketing.

Uma coisa que me intriga muito é quando vejo uma loja se fechar, as que se abrem em seu lugar e também porque uns negócios dão certo e outros não. São os mistérios dos pontos comerciais. Encontrei um artigo em inglês de um colega de profissão, Peter Korchnak, com o mesmo tipo de curiosidade.

Então tomei a liberdade de fazer uma versão resumida e em português e no final coloquei o link para o artigo original. Aliás, quem quiser reproduzir meus posts, sinta-se a vontade! Peço apenas que coloque o link de volta para meu blog e, se puder, a gentileza de adicionar minha minibio (na coluna a direita, no Quem Sou).

Segue a versão resumida:

“Eu adoro conversar com proprietários de novas lojas abertas, particularmente aquelas abertas no lugar de outras lojas recentemente fechadas.

Por exemplo, a nova Open Space Cafe (
http://www.openspacecafe.com/Home_Page.html), em Portland (EUA), aberta no local onde anteriormente funcionava a Funky Door Cafe.

Megan, proprietária, disse que o antigo dono decidiu não renovar seu contrato e ter tempo livre para escrever um livro. Além disso, quando a Funky Door Cafe viu seus negócios declinando por causa da recessão de 2009 (que abateu principalmente os EUA e a Europa), eles cortaram reduziram o horário de funcionamento o que aumentou o declínio das vendas.

Em vez de cortar custos, Megan acreditou que o caminho seria expandir a sua oferta, agregando serviços, novas opções e itens do menu. Ou seja, acreditou em reforçar a sua comercialização para ir contra tempos difíceis.

Outro empresário com quem falei recentemente teve um declínio acentuado nos negócios nos últimos dois anos. Agora ela tinha os piores dois anos em mais de vinte, fazendo apenas um quarto de seu faturamento recorde. Sua solução? Ao contrário de muitos outros em seu segmento, que pararam ao invés de lutar para sobreviver, ele está incrementando seus esforços de marketing através do redesign da sua marca e desenvolvendo um plano de marketing para expansão”.

Artigo em inglês:
www.semiosiscommunications.com/out-of-funk-with-marketing/.

Fui pesquisar sobre Open Space Cafe. Ele se descreve assim:

Open Space é um café simples com um conceito simples ... As decisões relativas a todas as facetas do negócio seguem a premissa básica da consciência ambiental, sustentabilidade e proximidade. Apesar de nossas operações poderem ser de um padrão normal para cafés do nosso tipo, nossas intenções são sinceras. Servimos café, cocktails e uma variedade de alimentos locais manufaturados ou caseiros com ingredientes básicos, com o mínimo de embalagem de empresas alinhadas com nossos valores...

Como o menu cresce e os nossos clientes compartilham suas idéias e expectativas, tentamos provê-los com as características de um típico café de bairro que as pessoas desfrutam, mantendo o nosso desafio pessoal para se tornar um posto de informações
ecológicas e um exemplo de sustentabilidade.

Em cooperação com o Portland Master Recyclers, o Portland Audubon Society, o Native Plant Society Portland Master e muitos outros grupos ambientais locais e nacionais, nos esforçamos para fornecer impressos, programações de eventos e oportunidades de networking para a nossa comunidade.

Sinta-se a vontade para entrar em contato conosco com idéias, questões e reclamações, através do telefone ou internet.

Algumas ações do Open Space:

- Os clientes podem submeter suas receitas que podem ser integradas ao cardápio. Por exemplo, o concurso atual é de receitas de Bloody Mary. Elas podem ser enviadas por e-mail ou pelo Facebook.

- Além disso, o Open Space tem uma agenda de eventos, shows e exposições de arte como, por exemplo:

a. No dia 22 de abril (Dia da Terra) foi realizado um Eco-evento com informações de reciclagem, coquetéis orgânicos, performance musical e receitas ecológicas de material de limpeza. (Eles marcaram todos os sábados de abril para avaliar pessoas da comunidade que queiram se apresentar no evento).

b. Convocação para passeio a parques e captação de dinheiro para uma associação de proteção a espécies animais nativas.

c. Mostras de arte com materiais reciclados.

Se você conhece algum caso similar ou tem mais idéias, comente ou me envie um e-mail! Posso escrever sobre o seu caso!

Açaí Amazon Orgânico: empreendimento 100% brasileiro


Em setembro passado estive em São Paulo no Congresso Sustentável 2009.

Por coincidência (ou não?), no hotel que nos hospedamos acabamos por conhecer um produtor de açaí orgânico, que estava tentando penetrar no mercado do Sudeste com seu produto praticamente inédito

Seu nome é José Domingos. Ele desconhecia a feira e, logicamente, o convidamos e levamos para a área livre da Sustentável onde pode travar importantes contatos.

Domingos já havia investido até aquela época, mais de 60 mil reais na sua empresa Amazon Orgânico sem ter visto ainda o retorno do capital. Ele me disse que estava descobrindo que o retorno demora. Na minha humilde experiência, excetuando pouquíssimos fenômenos (!) de mercado, desconheço pequenas empresas que tenham tido retorno rápido.

Segundo José, o ‘Calcanhar de Aquiles’ do negócio de açaí orgânico é a logística. Produzido no Pará, a massa da fruta tem de sair congelada do local de coleta. O açaí sofre um alto grau de oxidação e é fundamental que seja embalado rapidamente.

Pode parecer fácil, no entanto carregar um caminhão de forma rápida, transportá-lo até o local de embalagem, estocar o produto até que a expedição dos pedidos esteja completa, envolve um sistema de logística caro e complexo.



Selos orgânicos

O site Delas IG de hoje, na matéria “Orgânicos: mais saudáveis e mais caros” (*), define um produto orgânico:

“O cultivo sem o uso de agrotóxicos não é a única característica que define se um alimento é ou não orgânico. Para ter o certificado que garante o título, produtores têm de se enquadrar em mais de 50 normas diferentes de produção e comercialização, incluindo armazenamento, rotulagem, transporte e fiscalização”.
Ainda segundo a matéria, até 2011 o certificado de orgânico passa a ser um selo único em todo o país, denominado “Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica” (Sisorg).

Por enquanto, o açaí Amazon Orgânico conta com o “Selo EcoSocial do Instituto Biodinâmico”, que recebeu em 2007. Segundo seu folder (foto abaixo), “A Amazon Orgânico trabalha as cadeias produtivas orgânicas em todas as etapas, desde o acompanhamento agronômico junto aos produtores até a comercialização e produção do produto acabado”. A cadeia produtiva envolve mais de 200 famílias.




O mercado de açaí orgânico

José, empreendedor nato, também me confessou sobre a dificuldade de encontrar o mercado certo para o produto. É um nicho muito estreito e ele estava ainda pesquisando que tipo de cliente poderia ter interesse e um bom rendimento comercializando seu produto. Lojas de sucos, segundo ele, estavam fora. Elas adotam o açaí tradicional por ser mais barato e durável.

Vou dizer que fiquei boquiaberto com as coisas que ele me contou sobre o açaí sem ser orgânico. O que é feito e colocado no produto para que ele tenha uma durabilidade maior é assustador! Continuo tomando açaí em casas de sucos, mas procuro nem pensar nisso!

www.Amazonorganic.com.br


(*) Delas IG de hoje (Orgânicos: mais saudáveis e mais caros): http://delas.ig.com.br/bemestar/organicos+mais+saudaveis+e+mais+caros/n1237544490343.html
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