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A missão do empreendedor é transformar conhecimento!


Você, empreendedor, tem o dever e a missão de orientar seus clientes atuais e potenciais. Ninguém mais – senão você – conhece e pode conhecer mais e mais de seus produtos/serviços, e transformar esse conhecimento em conteúdo educativo para que seus públicos se guiem e possam, eles mesmos (com a sua ajuda) fazer a melhor escolha de compra.

A questão é o sucesso de seus clientes. Por que não ajudá-los a obterem o que precisam para resolver seus problemas. Aquela estória de que o consumidor sabe o que ele quer, muitas vezes, é mentira. Ainda mais em um mundo complexo e veloz como o nosso.

Por isso, Longo e Tavares (*) dizem: 

“Para Jaime Troiano e todos aqueles que levam a sério o estudo do comportamento humano no consumo, a opinião dos consumidores sempre refletirá os problemas do processo, jamais a solução”.
As pessoas estão completamente atoladas de afazeres e informações (que até desinformam). Elas agradecem quem pode lhes ajudar a organizar e solucionar problemas.

Por isso, milito em favor da força dos blogs para o sucesso de empreendedores com baixo orçamento (até as grandes multinacionais estão investindo nesse veículo de comunicação).


Conteúdo educativo para empresas e consumidores

Se seus clientes são empresas ou os consumidores finais, o conteúdo educativo faz a diferença na construção de reputação e credibilidade. Você está pensando e agindo estrategicamente ao ajudar seus públicos a resolverem seus problemas.

Quando oferece informações relevantes e úteis para seus públicos, você estará sendo visto como:

- um parceiro que pensa de verdade em ajudar seus clientes e não apenas em vender;

- um consultor que entende realmente dos produtos/serviços que vende e do segmento em que atua, com dicas, análises, estratégias e desenvolvimento de conceitos;

- um líder, porque todas as pessoas generosas são líderes naturais.


Conhecimento é diferencial competitivo

Nunca as pessoas tiveram tanta fé na capacidade de aprender. A web é um manancial inesgotável de conhecimento.

Para que você se torne referência e tenha cada vez mais visitas novas e freqüentadores assíduos, é fundamental a consistência de seus posts: tanto na manutenção da qualidade quanto na freqüência das publicações.

Sou um que acredita que todos somos experts na nossa área. Em um mundo em que tudo de tudo existe – e muda constantemente – sempre podemos agregar valor com o que sabemos. E a prática e o estudo contínuo de nossos produtos e negócios tendem a nos tornar experts.

Marque minhas palavras!

Afinal, o consumidor quer acreditar, confiar e, então, ser feliz com sua escolha!


(*) O Marketing na era do nexo: Novos caminhos num mundo de múltiplas opções – Walter Longo e Zé Luiz Tavares 
– Editora Best Seller – 2009


Como o sol se põe em Bangladesh? 

Caótico. É assim que o sol se põe na capital de Bangladesh. Imagine milhares de pessoas se amontoando nas ruas com carros, carroças, táxis de empurradores, moto, bicicletas e toda a sorte de meio de transporte motorizado ou não!

Usei esse exemplo como uma metáfora para representar o nosso dia-a-dia hiper-comunicado do século 21. Os meios e veículos de comunicação não param de gerar informação e somos assolados por essa hecatombe desinformacional diária.

Meu cérebro convulso, apoplético e absolutamente mirabolantemente atormentado ainda não conseguiu sentir-compreender-amotinar uma saída razoável para o constante de contradições de uma era hiper-comunicada.

O brilhante livro O marketing na era do nexo¹, de Walter Longo e Zé Luis Tavares, traz essa incrível afirmativa: 
“Será que estamos mesmo conectados, ou somente transferindo impulsos desprovidos de sentido e conteúdo, demonstrando que estamos apenas alertas, que sua mensagem foi recebida com sucesso?”
Nós, produtores e consumidores de mídia, estamos convulsionando informações, vomitando o que não é possível digerir.

Assim, quando começo a formar um nexo sobre questões que preciso resolver criativamente, vem-me outra avalanche e me arrasta para outro lado e assim ad infinitum ...

Cultura da Convergência 

Um dos meus livros de cabeceira, Cultura da Convergência², de Henry Jenkins, que trata de toda essa revolução informacional a que estamos sendo expostos, analisa o sucesso dos realities shows, das estórias paralelas criadas pelos fãs de Guerra nas estrelas e Harry Potter, e como as pessoas se envolvem e criam conteúdo em torno desses sucessos de mídia, exponenciando a divulgação de forma viral.

Mas me permito discordar de Jenkins quando ele fala que (...)“As restrições de interatividade são tecnológicas. Em quase todos os casos, o que se pode fazer num ambiente interativo é determinado previamente pelo designer”.

As restrições à interatividade com conteúdos são humanas. Somos limitados e todos temos uma capacidade finita de acumular informações e conhecimento.

Por isso, ainda acredito que o pensamento estratégico é o que sempre ‘ganha corridas’. Longo e Tavares dizem: “(...) não tenha medo de ‘perder tempo pensando’. Na nova ordem econômica mundial que se aproxima, pior do que ficar para trás será acelerar sem nexo, no sentido errado”.

Qual o próximo passo: ou vai ficar menos complicado?

Basicamente, em termos de hiper-informação, dois questionamentos são fundamentais:

· Qual tipo de informação preciso para resolver meu problema?

· Onde encontrá-la (como encontrá-la e quais fontes são confiáveis)?

O site http://wiki.media-culture.org.au, uma espécie de enciclopédia wiki de novas mídias, fala com propriedade que “a convergência revolucionou e criou muitas novas tecnologias, mas nenhuma é tão visível quanto a telefonia móvel”.

Está ficando cada vez mais evidente que tudo caminha para os nossos aparelhos celulares. Julius Wiedemann³, na revista Wide (dirigida para os profissionais de comunicação e marketing), demonstra a força dos aparelhos celulares:

“O telefone celular é, segundo uma pesquisa da Nokia, uma das três coisas mais importantes que carregamos todos os dias, juntamente com as chaves de casa e dinheiro. Segundo a pesquisa, o telefone é que nos dá a sensação de segurança e de estarmos conectados ao mundo. Estamos com ele todos os dias e todas as horas... O futuro da internet está na mobilidade e numa recriação de como interagimos com conteúdo, com pessoas e com tudo o que está à nossa volta. 

Fiz um teste com alguns amigos e perguntei sem qual das três coisas eles, impreterivelmente, não sairiam para a rua: a resposta foi sempre o celular.

O que podemos fazer hoje com um aparelho de telefonia móvel e as possibilidades de agrupamento de novas tecnologias são incomensuráveis: o desaparecimento de cartões de débito/crédito e chaves substituídos pelo celular não estão longe de acontecer!
Tudo o que precisamos ter e saber vai estar em nossas mãos. Um jornalista da Wired (www.wired.com) disse: É claro que, após dez anos usando um telefone celular, o único número de telefone que me lembro é o meu e, mesmo assim, de uma forma meio nebulosa.

E você: até onde vai sem o seu celular?

Fontes bibliográficas 

¹ O marketing na era do nexo - Walter Longo e Zé Luis Tavares

(http://compare.buscape.com.br/prod_unico?idu=1857684328&estado=26&cidade=971&ordem=prec)

² Cultura da Convergência - Henry Jenkins

http://www.submarino.com.br/busca?q=Cultura+da+convergencia+Henry+Jenkins&dep=+&x=0&y=0

³ Julius Wiedemann – Os blocos pré-moldados e a democratização da informação – Revista Wide / jan-fev-2011 
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