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Como o sol se põe em Bangladesh? 

Caótico. É assim que o sol se põe na capital de Bangladesh. Imagine milhares de pessoas se amontoando nas ruas com carros, carroças, táxis de empurradores, moto, bicicletas e toda a sorte de meio de transporte motorizado ou não!

Usei esse exemplo como uma metáfora para representar o nosso dia-a-dia hiper-comunicado do século 21. Os meios e veículos de comunicação não param de gerar informação e somos assolados por essa hecatombe desinformacional diária.

Meu cérebro convulso, apoplético e absolutamente mirabolantemente atormentado ainda não conseguiu sentir-compreender-amotinar uma saída razoável para o constante de contradições de uma era hiper-comunicada.

O brilhante livro O marketing na era do nexo¹, de Walter Longo e Zé Luis Tavares, traz essa incrível afirmativa: 
“Será que estamos mesmo conectados, ou somente transferindo impulsos desprovidos de sentido e conteúdo, demonstrando que estamos apenas alertas, que sua mensagem foi recebida com sucesso?”
Nós, produtores e consumidores de mídia, estamos convulsionando informações, vomitando o que não é possível digerir.

Assim, quando começo a formar um nexo sobre questões que preciso resolver criativamente, vem-me outra avalanche e me arrasta para outro lado e assim ad infinitum ...

Cultura da Convergência 

Um dos meus livros de cabeceira, Cultura da Convergência², de Henry Jenkins, que trata de toda essa revolução informacional a que estamos sendo expostos, analisa o sucesso dos realities shows, das estórias paralelas criadas pelos fãs de Guerra nas estrelas e Harry Potter, e como as pessoas se envolvem e criam conteúdo em torno desses sucessos de mídia, exponenciando a divulgação de forma viral.

Mas me permito discordar de Jenkins quando ele fala que (...)“As restrições de interatividade são tecnológicas. Em quase todos os casos, o que se pode fazer num ambiente interativo é determinado previamente pelo designer”.

As restrições à interatividade com conteúdos são humanas. Somos limitados e todos temos uma capacidade finita de acumular informações e conhecimento.

Por isso, ainda acredito que o pensamento estratégico é o que sempre ‘ganha corridas’. Longo e Tavares dizem: “(...) não tenha medo de ‘perder tempo pensando’. Na nova ordem econômica mundial que se aproxima, pior do que ficar para trás será acelerar sem nexo, no sentido errado”.

Qual o próximo passo: ou vai ficar menos complicado?

Basicamente, em termos de hiper-informação, dois questionamentos são fundamentais:

· Qual tipo de informação preciso para resolver meu problema?

· Onde encontrá-la (como encontrá-la e quais fontes são confiáveis)?

O site http://wiki.media-culture.org.au, uma espécie de enciclopédia wiki de novas mídias, fala com propriedade que “a convergência revolucionou e criou muitas novas tecnologias, mas nenhuma é tão visível quanto a telefonia móvel”.

Está ficando cada vez mais evidente que tudo caminha para os nossos aparelhos celulares. Julius Wiedemann³, na revista Wide (dirigida para os profissionais de comunicação e marketing), demonstra a força dos aparelhos celulares:

“O telefone celular é, segundo uma pesquisa da Nokia, uma das três coisas mais importantes que carregamos todos os dias, juntamente com as chaves de casa e dinheiro. Segundo a pesquisa, o telefone é que nos dá a sensação de segurança e de estarmos conectados ao mundo. Estamos com ele todos os dias e todas as horas... O futuro da internet está na mobilidade e numa recriação de como interagimos com conteúdo, com pessoas e com tudo o que está à nossa volta. 

Fiz um teste com alguns amigos e perguntei sem qual das três coisas eles, impreterivelmente, não sairiam para a rua: a resposta foi sempre o celular.

O que podemos fazer hoje com um aparelho de telefonia móvel e as possibilidades de agrupamento de novas tecnologias são incomensuráveis: o desaparecimento de cartões de débito/crédito e chaves substituídos pelo celular não estão longe de acontecer!
Tudo o que precisamos ter e saber vai estar em nossas mãos. Um jornalista da Wired (www.wired.com) disse: É claro que, após dez anos usando um telefone celular, o único número de telefone que me lembro é o meu e, mesmo assim, de uma forma meio nebulosa.

E você: até onde vai sem o seu celular?

Fontes bibliográficas 

¹ O marketing na era do nexo - Walter Longo e Zé Luis Tavares

(http://compare.buscape.com.br/prod_unico?idu=1857684328&estado=26&cidade=971&ordem=prec)

² Cultura da Convergência - Henry Jenkins

http://www.submarino.com.br/busca?q=Cultura+da+convergencia+Henry+Jenkins&dep=+&x=0&y=0

³ Julius Wiedemann – Os blocos pré-moldados e a democratização da informação – Revista Wide / jan-fev-2011 

1dasul, Ferréz e empreendedorismo de periferia

Estou agora assistindo e escrevendo aqui da III Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade no Vivo Rio. Palestrando, o autor do Best seller Capão Pecado, Ferréz.

O escritor e empreendedor de periferia Ferréz criou a marca 1dasul em 1999, que foi aberta e fechada duas vezes. Só embalou na terceira vez. Hoje totaliza 11 anos de estrada.


Ferréz via a população da sua comunidade Capão Redondo comprar produtos de marca que eram feitos na própria localidade por costureiras que eram exploradas, e depois vendidos por um alto valor em shopping para os “filhos’ dessas mesmas costureiras.


Criou a marca 1dasul estampando roupas com o nome Capão. Inicialmente encontrou resistência dos moradores que achavam que o nome da localidade era associado a crime e violência.


Até um dia em que um torcedor apareceu em cena nacional sendo espancado e usando um boné da marca. Daí para frente, ele vendeu 11 bonés de uma só vez e a marca embalou.


Segundo a palestra do Ferréz, as pessoas da comunidade tinham medo de usar a marca e serem discriminadas em shoppings. O que aconteceu é que um segurança de shopping se identificou com uma pessoa usando roupas da marca e falou que qualquer coisa podia contar com a ajuda dele.


Na verdade, a identidade criada pela marca e os moradores do Capão redondo e da periferia em geral de São Paulo foi aos poucos sendo construída


Hoje, Ferréz tem duas lojas da 1dasul, uma delas em uma galeria no Centrão de São Paulo especializada em lojas de produtos alternativos e cultura hip hop.


Ferrez expandiu suas atividades criando também a gravadora Selo Povo e sua capacidade empreendedora vai de vento em popa!

Empreendedor, PENSE NICHO: Guia Teatro Carioca

Ontem estive com o Jorge Leão, editor do Guia Teatro Carioca. Falei que havia ido a uma peça teatral no Planetário e vi as pessoas consultando seu Guia Cultural, disponibilizado próximo ao guichê.

Também comentei sobre o tamanho do Guia. Disse a ele que por mais que o número de páginas e anunciantes venha a crescer – e acredito nisso porque a idéia tem potencial – que ele não alterasse o tamanho de aproximadamente 15 cm x 10 cm.

Observei que as pessoas guardavam em seus bolsos ou bolsas. Ele me disse que já tinha pensado nisso e, inclusive, teve o trabalho de medir um bolso de camisa e calça para criar o Guia.

Ele está no número 2 e vem sentindo uma boa receptividade.

Quanto à distribuição, ele me disse que vai pessoalmente aos teatros da zona sul, e que o fator de contato humano é imprescindível para a eficácia da distribuição. Como estratégia, pretende aumentar a distribuição para outros pontos da cidade, progressivamente.

Bem, fica o comentário: quando for criar um produto em geral e principalmente um editorial PENSE NICHO!

[OBS.: Não consigo fazer o Blogger respeitar os parágrafos que tento colocar. Prometo corrigir assim que o blogger aceitar. Um abraço].

Estou postando o texto-convite do Rudinei, colega da lista de discussões Yahoo “Empreendedor BR”. Veja porque você tem de entrar na comunidade da revista EXAME PME.

Antes disso, se você quiser entrar na comunidade EXAME PME e me adicionar como amigo, aqui vai o link do meu perfil:

http://revistapme.ning.com/profile/alvaronassaralla

Agora veja o texto do Rudinei:

Eu queria compartilhar alguns pensamentos, nada de divagações ou sonhos, apenas FATOS e algumas CONCLUSÕES.

Sei que muitos de vocês já pensaram ou até já tentaram criar suas próprias redes sociais, eu mesmo já fiz isso... mas não foi exatamente um Sucesso... no meu caso foi um resultado medíocre, imagino que outros passaram pela mesma situação.

O desejo de criar a sua própria rede social ou grupo de discussão parte da necessidade de liberdade, em geral um grupo de discussão ou rede social já tem algumas diretrizes e nem sempre concordamos plenamente com elas, daí vem a vontade de ter um espaço só seu no "cibermundo".

Todos esses desejos e anseios eu já tive e como bom empreendedor, fui atrás e tentei, testei e fiz, independente dos fatores externos eu aprendi como fazer e fiz, tenho muito orgulho disso.

Mas o mundo empresarial é feito de RESULTADOS, ou seja, como eu já escrevi num artigo, não basta "querer" ser campeão, tem que agir como campeão.

Alguns meses atrás entrei na rede Exame PME, inicialmente não gostei de muita coisa, tinha minhas divergências quanto a forma que algumas decisões eram tomadas e, incisivo como sempre sou, reclamei diretamente à Luisa Mendes, que é editora da Revista Exame PME e criou a rede.

Diferente do que eu imaginava, não fui expulso, banido ou repreendido, pelo contrário, fui OUVIDO, tive algumas questões justificadas, esclarecidas e até tive várias de minhas demandas atendidas.

Foram as primeiras surpresas positivas.

Mas muitas outras vieram... a rede cresceu muito, contando com um apoio institucional da revista de uma forma que eu nunca vi antes, usando a versão impressa, blog, twitter, etc...

Além disso, a revista e a rede geram uma interatividade com as pautas, com a revista e sua alma, tem sido experiências indescritíveis, realizadoras, que realmente motivam a participar cada vez mais.

Em resumo, o que tenho visto é que com um bom argumento e embasamento, você consegue apoio da equipe da revista, eles ajudam a desenvolver idéias, projetos, grupos, etc...

E agora vem a minha proposta, simples e objetiva.

Você que, como eu, pensava em ter a sua própria rede social de empresários/empreendedores, junte-se a Rede Exame PME.

Não há nada que você poderia conseguir sozinho que não possa conseguir muito mais rápido e com muito melhores resultados na rede, hoje ela já tem mais de 7.000 membros, mas tem potencial para chegar a 50.000.

E você já pensou o que pode ser feito em uma "comunidade" empresarial com mais de 50.000 empreendedores?

Grupos como EmpBR (http://www.empreendedorbrasil.com.br/), Sakuda, Carreira & Negócios, Design Gráfico, Brifa Que Eu Gosto, Como é Que Tá Lá, Rede Industrial, Espaço Empresarial, etc... (citando o nome de alguns dos grupos para os quais estou enviando este e-mail), muito do que vocês (ou melhor, nós) gostaríamos de realizar numa rede social pode ser feito na Rede Exame PME.

Tenho certeza que com um mínimo de esforço e participação de quem está lendo e realmente tem interesse em fazer negócios, parcerias e network, podemos chegar a 10.000 membros num estalar de dedos.

Claro que uma rede social não substitui o grupo de discussão e essa é a magia da coisa!

As atividades podem seguir em paralelo, mas ao invés de dividir, podem somar, ganhar força e gerar resultados surpreendentes, da mesma forma, estou sugerindo que ao invés de criar várias redes sociais (no Ning, por exemplo), concentremos todos os esforços no crescimento de uma que já demonstrou ser justa e participativa.

Então? Quem concorda comigo?

Quem quiser participar da Rede Exame PME, clique no link:

http://revistapme.ning.com/

Neste momento a rede tem exatos 7.131 membros... quantos teremos no final do dia 16/03? Será que conseguimos chegar a 8.000 membros? Será que os 13.000 membros da Rede Industrial topariam entrar na rede? Somariam-se a eles os 1.600 da Sakuda, os 800 da EmpBR e os mais de 7.000 das listas Brifa Que Eu Gosto, Como é Que Tá Lá e Design Gráfico?

Somando isso tudo (sei, é otimismo demais) teríamos o que? Uns 27.000 membros?

Viu? Eu não disse que tem potencial para chegar a 50.000 membros???? Se conseguisse a adesão de 100% dos membros desses grupos que citei já teria mais que a metade desse total... até o final do ano chegaria facilmente a 50.000 ou mais!

Quem entrar na rede, me adicione, será um prazer ser seu anfitrião:

http://revistapme.ning.com/profile/RudineiRodriguesModezejewski

Rudinei R. Modezejewski

http://www.e-marcas.com.br/

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Novamente o link para me adicionar com amigo também:

http://revistapme.ning.com/profile/alvaronassaralla

Comunicação e marketing com coração e alma!


Nos dias de hoje, com os avanços tecnológicos inimagináveis até poucas décadas atrás, a tendência presente em todos os campos - desde os negócios, passando pelo entretenimento, até a ciência - é a visão holística. Deixamos para trás todo o racionalismo da era industrial e agora tudo está voltando a ser humanizado.

O Ser Humano volta a ser visto como "um" em contato com o universo e o universo como um sem fim de cadeias e redes inter-relacionadas. Hoje compreendemos (ou voltamos a compreender) que nada funciona de forma isolada – independente do todo.

Assim, a comunicação de sua empresa deve ser feita levando-se em conta que não apenas devemos atentar para a satisfação dos desejos humanos, porém fazer as pessoas entrarem, participarem, vivenciarem os benefícios que um produto / serviço pode lhes proporcionar.

Isto quer dizer que, para nós, o consumidor é antes de tudo humano (parece óbvio, mas no dia-a-dia isso passa despercebido) e não apenas um alguém (ou algo?) que leva para casa o que comprou e ... fim.

Ora, se ele se relacionou com a empresa, por menor que tenha sido o tempo e o contato, isto fez parte da sua vida! Sendo assim, pela visão holística, ele fez parte da sua empresa!

Então, entra a grande questão: por que deixar um acontecimento tão vivaz se tornar algo fugaz?

No mercado competitivo dos dias de hoje, quem não se relacionar com seus clientes de uma forma humana - completa -, poderá se ver excluído porque simplesmente já estava fora das tendências que estão acontecendo no mundo inteiro.

O quero dizer com isso tudo é simples: para continuar no jogo e ganhando, o que devemos fazer é encantar nossos clientes!

Você acha que isso é apenas discurso ou é real? Comente!

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